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Dados apresentados no seminário sobre Universidades Públicas vão ser reunidos em publicação

As perspectivas para as universidades públicas federais foram tema do segundo dia de debates do seminário que discutiu o papel dessas instituições na produção científica e tecnológica do país, realizado na Câmara dos Deputados. “As universidades enfrentam dificuldades que, em grande parte, decorrem do ambiente na qual operam, ou seja, as incertezas do financiamento público, muito agravadas neste ano, por conta de declarações de guerra. É um expediente corriqueiro, embora lamentável, que é o contingenciamento de recursos, mas neste ano brandido como se fosse castigo, ou resposta à situação das universidades”, afirmou a deputada Margarida Salomão (PT-MG), que propôs a realização do seminário.

Na avaliação da deputada Margarida Salomão, o seminário permitiu a construção de um conjunto de dados e informações que pode embasar discussões aprofundadas sobre políticas públicas na área da educação superior. “O seminário não poderia ter oferecido resposta melhor. Essas informações serão compiladas e reunidas em uma publicação, que vai circular aqui no Congresso Nacional. É preciso que tenhamos informações adequadas sobre a relevância da contribuição das universidades para o desenvolvimento nacional”, resumiu.

Seminário “O papel da Universidade Pública no desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, da Educação e do Conhecimento” (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

O vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitor da Universidade Federal de Goiás, Edward Madureira, destacou que a robustez do sistema universitário brasileiro. “Não existe no mundo sistema que tenha campus distribuídos nessa densidade. Quase mil municípios contam com estrutura do governo federal altamente qualificada”, disse Madureira, lembrando que, apesar da ampliação do sistema, o orçamento para o setor tem se mantido estagnado. “Hoje, lamentavelmente, o sistema padece da fragilidade orçamentária e sofre outros tipos de ataques.”

Para o representante do Observatório do Conhecimento, professor Carlos Marques, falar sobre perspectivas para as universidades brasileiras é falar sobre algo urgente. “É preciso garantir sobrevivência, estrutura, condições para exercício crítico e funcionamento pleno das instituições. É falar sobre autonomia, é defender professores, que são também pesquisadores”, declarou.

De acordo com a vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Fernanda Sobral, mesmo com todos cortes e dificuldades, as responsabilidades das universidades são enormes. “Apesar de todos esses cortes, todo dia as universidades precisam fazer as escolhas do futuro. Se cobra delas a internacionalização, por exemplo, o trabalho a partir de tendências internacionais na fronteira do conhecimento. Elas precisam fazer escolhas do presente, a partir do desenvolvimento de áreas estratégicas nacionais, necessidades regionais e locais, ou no atendimento de problemas emergenciais. São muitas responsabilidades, mas poucos recursos”, lamentou.

 

 

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