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Depois de jogar dinheiro no espaço, Telebrás decide que fará gestão de Satélite

SGDCApós gastar uma média R$ 300 mil por dia com o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que está em órbita sem utilização, o governo Temer decidiu que Telebrás fará a gestão do projeto. A decisão foi tomada depois que a intenção de privatizar o Satélite fracassou. Não apareceram interessados na transação.

“Como não conseguiram concorrentes para sua licitação, os golpistas decidiram fazer a gestão direta do satélite. Mas de maio pra cá perdemos tempo e muito dinheiro foi jogado fora”, ponderou a deputada Margarida Salomão, que é uma das protagonistas na luta contra a privatização do satélite. “A notícia de que a Telebrás resolveu assumir a gestão do satélite é boa, o que se tem a lamentar é o desperdício de tempo e de dinheiro pelo prazo que transcorreu sem que o satélite tenha nenhuma utilização”, concluiu.

A deputada Margarida Salomão entrou com uma representação contra a privatização do Satélite no Ministério Público Federal (MPF) e no Tribunal de Contas da União (TCU), em abril e junho, respectivamente. Deputados e senadores de outros partidos também assinam os dois documentos, além de entidades representativas da sociedade civil em defesa da democratização da comunicação.

Segundo a parlamentar, privatizar o SGDC, alterando o caráter público do projeto, seria retroceder em uma grande conquista para as telecomunicações e para a segurança nacional, pois o SGDC, que foi construído pela Telebrás, é o primeiro Satélite 100% nacional.

O satélite

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, lançado pela Telebrás em março, foi idealizado durante os governos Lula e Dilma para ampliar o acesso à banda larga no país, promovendo inclusão digital. O projeto teve investimento de mais de R$ 2 bilhões e o objetivo era levar banda larga às escolas, postos de saúde, hospitais, postos de fronteira, especialmente na região amazônica e em outras regiões de baixa densidade demográfica, promovendo um preço mais acessível por meio da mediação de pequenos provedores.

Neste momento, fala-se na implantação de 12 mil VSATs. Cinco mil atenderiam escolas e sete mil o Gesac, que é o programa Governo Eletrônico para o Serviço de Atendimento ao Cidadão. Mas o objetivo central do SGDC é promover comunicações seguras para o sistema de defesa nacional, para as comunicações estratégicas do governo e promover o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, por meio da oferta de acesso à banda larga nas regiões mais remotas do país.