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Ex-reitora, deputada Margarida Salomão participa de seminário sobre autonomia universitária na UFMG

Andifes homenageará o ex-ministro da Educação, Murílio Hingel, nesta quarta-feira

A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), professora, pesquisadora, ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora e presidenta da Frente Parlamentar Em Defesa das Universidades Federais, participará do seminário sobre autonomia universitária nesta quarta-feira (21), no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais.

“Nestes duros tempos em que lutamos pela reconstrução da democracia no Brasil, temos o dever de resguardar a autonomia universitária. É um espaço precioso de liberdade que conquistamos tardiamente e está profundamente ameaçado por este governo que reluta em nomear o reitor mais bem votado dentro da comunidade universitária da UFABC e tenta censurar disciplinas em várias instituições, como na UNB”, explicou a deputada Margarida Salomão.

O seminário é promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O evento será realizado a partir das 8h30 na Sala das Sessões (4º andar da Reitoria).

Homenagem

Após o seminário, às 11h30, o ex-ministro da Educação, Murílio Hingel,  receberá a medalha Mérito Educacional, criada pela Andifes em 2007.  A condecoração é um reconhecimento a personalidades que desempenharam papéis relevantes para a Educação, para a Ciência e Tecnologia e, consequentemente, para o país.

“Neste momento em que o MEC é dirigido por alguém sem o menor lastro com a educação, é fundamental o reconhecimento de grandes gestores como o professor e ex-ministro Murílio Hingel.  Além de ser um companheiro de luta pela democracia, ele sempre defendeu a educação pública e a autonomia das instituições universitárias, enfrentando árduas dificuldades com coragem e determinação”, afirmou a parlamentar que em 1988 disputou a prefeitura de Juiz de Fora como vice na chapa encabeçada por Murílio Hingel.

Margarida Salomão: uma trajetória de luta

Margarida Salomão ingressou na Universidade em 1968, aluna da primeira turma de Letras da UFJF, período de agravamento do golpe de 1964 e tornou-se professora da faculdade em 1972. O movimento sindical docente do final dos anos 1970 foi fundamental para sua projeção política. “Havia uma participação muito ativa de mulheres docentes. Não fosse isso, como você imaginaria que uma professora de Letras poderia pleitear a Reitoria? Foram as grandes assembleias de greve da década de 1980 que nos levaram ao ponto fazermos a eleição direta para a Reitoria, no Brasil, em 1984”.

Ela foi vencedora da primeira consulta pública democrática feita à comunidade acadêmica da UFJF em 1984, mas o resultado foi desrespeitado. Margarida foi pró-reitora de pesquisa entre 1994 a 1998, quando foi eleita a primeira mulher reitora da instituição, sendo reeleita e permanecendo até 2006.  Neste período, também foi dirigente da Andifes.

Em 1999, em pleno período de restrição de recursos para as universidades federais, Margarida abriu dos novos cursos e ampliou as vagas para os noturnos. Em 2004, implementou as cotas sociais e raciais para o ingresso nos cursos da UFJF, oito anos antes da lei federal que determinou o sistema para todo o Brasil.