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Herança de Anastasia é bomba-relógio para sucessor

nota-do-PT-MG

Problemas acumulados como o imenso endividamento, o baixo crescimento econômico, a explosão da violência e o abandono da Saúde e da Educação em Minas Gerais marcam a saída de Antonio Anastasia do posto de governador do estado.

A renúncia do tucano, restando ainda 9 meses de trabalho duro pela frente, feita única e exclusivamente para atender ao projeto pessoal de poder de seu padrinho político, pode representar o fim do ciclo de 12 anos do PSDB à frente do governo do estado de Minas Gerais.

O momento da saída não poderia ser pior, a despeito dos malabarismos estatísticos e da maquiagem de dados negativos, tão comuns nas recentes gestões em Minas. Índices herdados do governo Aécio e potencializados durante a gestão Anastasia mostram um legado preocupante para o próximo governador.

O PSDB entrega ao vice-governador – e ao futuro governador eleito – um estado quebrado, com a segunda maior dívida do país. Os débitos acumulados são R$ 79 bilhões, dos quais quase R$ 20 bilhões foram contraídos nos últimos dez anos. A economia enfrenta uma forte desaceleração, com um PIB, em 2013, de apenas 0,5%, muito inferior à média nacional no mesmo período, de 2,3%.

Na segurança pública, a escalada da violência é assombrosa e os resultados são desastrosos. Num arroubo de sincericídio, o próprio governo, por meio da Secretaria de Defesa Social, apontou a inépcia da atual gestão no dever de garantir condições mínimas de segurança aos mineiros. Anastasia teve de explicar nos últimos dias porque, segundo a Seads, a violência no ano passado foi a maior dos últimos 8 anos em Minas Gerais.

A situação na Educação tampouco deveria inspirar comemorações. Caberá ao sucessor imediato no governo a tarefa de colocar em prática a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina a demissão de 71 mil servidores contratados ilegalmente por uma resolução de 2005 do governo Aécio Neves.

Como se não bastasse, Minas não cumpre há 11 anos a exigência constitucional de aplicação mínima de 25% dos impostos para o setor. Em 2013, o desfalque no Orçamento da educação foi de R$ 8 bilhões. Na Saúde, não é diferente. A aplicação mínima de 12% dos recursos do orçamento na área é sistematicamente descumprida pelo governo tucano, o que resultou, inclusive, em ação do Ministério Público questionando um desvio de R$ 4,3 bilhões da Saúde.

Essa é apenas uma parte do legado negativo erigido sob a responsabilidade dos últimos 12 anos de governo em Minas Gerais. O passivo que se está construindo para as gerações futuras é gigantesco. Que o momento da saída sirva mais à humilde reflexão sobre os erros cometidos do que à autoglorificação.

Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais