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“Jornalistas misóginos acusam mulheres de loucas, destilando seu preconceito sexista”, denuncia a deputada Margarida

A parlamentar repudia os ataques machistas que vêm sendo feitos pela grande mídia para deslegitimar a presença de mulheres na política

MARGARIDA-SALOMÃO-SITE-OFICIAL-DA-DEPUTADA-800x418A deputada federal Margarida Salomão repudia a onda de ataques machistas que toma conta da imprensa brasileira. “Jornalistas misóginos estão acusando mulheres de serem loucas, destilando todo o seu preconceito sexista, desqualificar uma mulher chamando-a de louca é também uma prática do machismo”, denuncia ela. O último caso foi o de Ricardo Noblat, que publicou um texto com o título “Gleisi Maria Louca” em seu blog no site da revista Veja nesta terça-feira (17/07). Ele utilizou o termo “louca” para atacar politicamente a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

O caso de Noblat não é isolado. Táticas sexistas têm sido utilizadas com frequência para deslegitimar a presença das mulheres na política. Já na articulação do golpe, em 2016, a revista IstoÉ publicou matéria de capa comparando a presidenta eleita, Dilma Rousseff, com a primeira rainha do Brasil, chamada de “Maria I, a louca”, num esforço para justificar o afastamento inconstitucional da chefe do Executivo. Noblat repete exatamente a mesma tática agora. No ‘gaslighting’ o homem provoca uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente ou omitidas para favorecer o abusador.

Em junho último, a deputada havia se pronunciado sobre o caso da pré-candidata à Presidência Manuela D’Ávila, que foi convidada como “entrevistada” para participar do programa Roda Viva, da TV Cultura. “Nunca vi uma tentativa de silenciar um entrevistado tão intenda quanto ocorreu com Manuela no programa Roda Viva. Ela foi atacada e impedida de terminar qualquer raciocínio. Esse é o tratamento “igualitário” dispensado às mulheres que ousam lutar e disputar os espaços políticos”, lamentou Margarida Salomão.

No caso de Manuela D’Ávila, o machismo veio pelo ‘manterrupting’, que é a situação em que um ou mais homens ficam interrompendo a fala de uma mulher, impedindo que ela conclua o que estava sendo dito. “Uma entrevista, 62 interrupções! A bancada do Roda Viva mostrou, ao “entrevistar” a Manuela D’Ávila, como as mulheres ainda não são bem aceitas na política e como são sistematicamente silenciadas”, apontou Margarida à época.

Margarida Salomão destaca que iniciativas machistas como essas reafirmam a baixa qualidade do jornalismo praticado pela grande mídia e colocam em pauta a necessidade de construção de uma comunicação mais democrática, respaldada no respeito à diversidade.

“A atuação da grande mídia é ainda mais prejudicial por ‘naturalizar’ estas práticas, que acabam sendo recorrentes em nossa sociedade. Dificilmente encontraremos uma mulher que nunca teve suas qualidades questionadas. Por outro lado, para quem tem dúvidas se essa é uma tática sexista, perguntamos: tratamento equivalente é dado aos homens?”, questiona a parlamentar, antes de finalizar: “Pois nós, mulheres, nos unimos para afirmar: machistas não passarão!”