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Margarida alerta para números da violência contra a mulher na Zona da Mata

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Um levantamento feito pela equipe do mandato da deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), em virtude do Dia Internacional da Mulher, mostra crescimento no número de ocorrências envolvendo violência contra mulheres na Zona da Mata. Segundo dados da Delegacia de Proteção e Orientação à Família foram registradas, em 2011, 4.716 ocorrências de violência contra mulheres. Em 2012, esse número subiu para 5.279. Em sua maioria, aproximadamente 85%, os crimes são de lesão corporal. Nos outros 15% se encaixam estupro, estupro de vulnerável, tentativa de homicídio e contravenção penal de vias de fato. Não entram nesta estatística, os homicídios cometidos contra as mulheres. Também é oportuno dizer que, para cada mulher agredida que procura a polícia, um número bem maior de vítimas não toma essa atitude e continua se submetendo à violência física ou psicológica de maridos, companheiros, namorados e até mesmo pais, irmãos e filhos.
Na Zona da Mata, apenas em 2012, foram registrados 11 mil casos de violência contra mulheres e, dos 143 municípios, apenas quatro possuem Delegacia de Defesa da Mulher. Margarida enxerga com preocupação a situação de violência, principalmente doméstica, a que são submetidas todos os dias milhares de brasileiras. Para a deputada, na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher “é preciso comemorar as nossas vitórias e acusar as nossas deficiências”.
No Brasil são 466 delegacias que atendem a menos de 10% dos municípios. “É uma jornada de luta para que haja uma ampliação do equipamento institucional para defender a mulher, não só em termos das delegacias, mas também das varas especiais e dos juizados da mulher”, disse. Pelos dados levantados, não só as mulheres sofrem com a violência doméstica. Em 66% dos casos, os filhos são testemunhas das agressões. Nos últimos dez anos, mais de 47 mil mulheres foram assassinadas no país. Só em 2011, foram registradas acima de 70 mil notificações de violência doméstica e sexual no sistema de saúde.
Pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo aponta que aproximadamente 20% das mulheres já foram vítimas de algum tipo de violência doméstica. Quando estimuladas por meio da citação de diferentes formas de agressão, esse percentual sobe para aproximadamente 40%.
Inversão de valores – Entre os fatores para que a denúncia não seja efetivada está a culpabilização da vítima, ou seja, há uma tentativa de justificar o acontecido devido a um “desvio de comportamento” da mulher. Outro fator que contribui para isso é a subordinação e dependência com relação ao agressor. Com base nesse tipo de ação, estima-se que em 90% dos casos de violência doméstica a mulher desista da denúncia.
A boa notícia, é que depois da criação da Lei Maria da Penha, o número de denúncias aumentou. Desde 2005 foram registradas mais de três milhões de ligações para o 180 (Central de Atendimento à Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres). A média mensal de ligações é de 65 mil e, no mês de março, esse número costuma subir para mais de 75 mil. No ranking de ligações por Estado, Minas Gerais está em 14º lugar, mas já esteve em 13º em 2011.