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Margarida apoia luta contra reajuste da tarifa do metrô em BH

Presidenta da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara (CDU), a deputada federal Margarida Salomão participou de audiência pública que debateu a proposta de aumento da tarifa do metrô de Belo Horizonte, serviço operado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), do governo federal. A audiência foi convocada pela Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Em sua fala, Margarida lembrou que o caso específico de Belo Horizonte transcende as fronteiras municipais e estaduais. Isso deve-se, num primeiro momento, ao fato de ser uma estatal a gerir o metrô, mas também pela razão de a questão do transporte público ser um tema eminentemente nacional.

“Como presidenta da CDU, venho insistindo que é pelo tema da cidade que transpassam muitos dos elementos da desigualdade que caracterizam o Brasil. É na cidade onde essa desigualdade se manifesta de modo mais nítido todos os dias. Daí nosso esforço de sempre e em todos os espaços privilegiar essa discussão”.

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Sobre Belo Horizonte, Margarida questionou a razão de a extensão do metrô ser de apenas 23 quilômetros, inferior ao de regiões metropolitanas menos populosas, como Natal e João Pessoa. E lembrou ainda que foi o próprio congelamento da tarifa, praticado há muitos anos, que incentivou um grande número de pessoas a adotar o transporte coletivo para seu deslocamento diário, abrindo mão de outras alternativas, como o ônibus ou mesmo por meio de automóveis próprios.

“Hoje as pessoas moram longe do trabalho, do estudo, do lazer. Por isso, assegurar uma um transporte coletivo de qualidade por um preço que elas possam pagar é um direito. O metrô de Belo Horizonte é um vislumbre dessa possível realidade, mas que merece ser ampliado, e não limitado, como o aumento de tarifa proporcionaria”.

O reajuste tarifário foi anunciado pela CBTU no dia 7 de maio, mas suspenso no decorrer da semana passada, em virtude de fortes questionamentos apresentados pela sociedade civil e lideranças políticas. Mesmo assim, a ALMG sustentou a realização da audiência, como forma de amplificar a discussão em torno do tema de transporte público, algo saudado por Margarida.

“Debates como esse resgatam uma dimensão introduzida no país pelo Plano Nacional de Mobilidade Urbana, e que merece ser aprofundado por propostas como a da deputada Luíza Erundina (Psol-SP), que torna o transporte público um direito constitucional. Um direito imediatamente transparente, mas faz parte da renda do trabalhador. Custear o transporte público é, desse modo, uma forma de distribuir renda, praticar igualdade”.

Margarida ainda enfatizou que tais discussões devem ser uma prioridade dos municípios. Nesse sentido, convidou os presentes a participar de um debate a ser realizado no âmbito da CDU no próximo dia 23 de maio, sobre a gestão das prefeituras.