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Mortalidade infantil volta a subir no Brasil. A culpa é de Temer

“Temer e o golpe devolveram o Brasil à década de 1980”. Assim reagiu a deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) à notícia de que os índices de mortalidade infantil no Brasil voltaram a subir, após 26 anos de reduções sucessivas.

Deputada Margarida Salomão (PT-MG)

Reportagem da Folha divulgada nesta segunda (16) informa que o índice de mortalidade infantil de 2016 deve fechar em 14 mortes (de bebês com até um ano de vida) para cada mil nascimentos – uma elevação de 5% frente a 2015. A mesma matéria indica que o valor deve ser ainda maior em 2017 e que o Ministério da Saúde atribui a elevação da mortalidade à “crise econômica” e a uma queda no número de nascimentos, associada ao surto do vírus da zika.

“De 2016 para cá, Temer nos faz colecionar um sem-número de tragédias: o país voltou ao mapa da fome e agora convive com surtos de males há muito tempo controlados, como o do sarampo. Tudo isso, é óbvio, está associado à quebra do sistema de proteção criado pelos governos do PT. O fim do programa Farmácia Popular, a defasagem do reajuste do Bolsa Família, a própria redução do número de famílias atendidas, a incapacidade de combater o desemprego, tudo isso contribui para que aumente a penúria na vida do povo. Estamos de volta aos anos 1980”, disse Margarida.

“Esses dados nos evidenciam uma desgraça, mas que em pouco tempo tende a se tornar uma terrível tragédia. Se a simples redução de programas sociais já contribuiu para o aumento da mortalidade infantil, muito pior será quando surgirem os primeiros efeitos da PEC do Fim do Mundo”, lembra a deputada, referindo-se à Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos os gastos do governo, afetando particularmente os investimentos sociais.

Para Margarida, o aumento da mortalidade infantil é uma das notícias mais graves do ano e deve ser pauta do Congresso e das eleições. “Trata-se da síntese do que vivemos presentemente: um governo fraco, mal-intencionado e ilegítimo que deve cair o quanto antes. É tempo do povo voltar a ser prioridade da nação. É isso que defendemos na Câmara e é nessas bases que vamos eleger Lula presidente”, conclui.