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Margarida participa de debate sobre mudanças na escola com as novas tecnologias

Tomar ou não tomar o celular do aluno em sala de aula, eis a questão. Essa dúvida foi discutida pelos professores no encontro sobre “A transversalidade da leitura e da escrita na educação básica”, realizado no último sábado (30/05), com a participação da deputada federal Margarida Salomão (PT-MG).

Professora e pesquisadora em Linguística, Margarida falou que a tecnologia, em especial nas comunicações, não pode ser ignorada na escola. “Toda mudança nas comunicações tem um profundo impacto na educação e na política. Eu não tenho a menor dúvida de que, se Paulo Freire estivesse vivo, defenderia o uso dos celulares em sala de aula”, argumentou, respondendo aos questionamentos dos professores.

A rotina de trabalho difícil, com salas de aula cheias e salários baixos, foi a principal queixa dos profissionais. A deputada lembrou que o Plano Nacional da Educação já está em vigor e que as metas 17 e 18 tratam de média salarial e plano de carreira, respectivamente. “A briga pelo piso é o mínimo, pois nós temos que brigar pela reorganização do trabalho docente na educação básica. E para isso, não podemos nos encarcerar no presente”, defendeu.

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Fernanda Moura, Superintendente Regional da Educação

A superintendente regional da educação, Fernanda Moura, falou sobre a nova gestão da Secretaria Estadual de Educação. “Nós tínhamos a cultura do medo porque era assim antes, mas hoje temos uma outra visão e relação. Não precisamos do governo para mudar a disposição das cadeiras em sala de aula e estamos revendo as medidas do passado”, informou, ressaltando a disposição ao diálogo do governador Fernando Pimentel e a secretária Macaé Evaristo, que possibilitou o acordo para o pagamento do piso salarial e revisão do plano de carreira.

Margarida criticou os atuais modelos de avaliação focados no estudante. “O aluno é apenas um nó em uma rede que tem seus amigos, família e comunidade. O atual sistema, descontextualizado, é um equívoco”.

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Welliton Souza, professor

Welliton Souza, 29, é professor de filosofia no estado há 3 anos. Ele concordou com a exposição e relatou que a escola onde atua está trabalhando assim. “Na hora do recreio, professores auxiliam os alunos em programa que trabalha os temas transversais. Também acredito que devemos trabalhar o questionamento filosófico em assuntos mais próximos dos adolescentes nas filosofia em vez de concentrar em teoria”, relatou. O professor também integra o Instituto Candeia e o Coletivo Villa, que agrega moradores do entorno da escola.

 

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Ana Lidia Resende, 15 anos, conta um pouco da sua atuação como midialivrista à deputada Margarida

“Eu sou a favor do fim da grade, não tem nada a ver com a nossa realidade. O aprendizado em coletivos e grupos discussões é muito maior e mais interessante”, comentou Ana Lidia Resende Paula, 15 anos, aluna da Escola Estadual Joaquim de Paiva. A jovem já publicou um livro de poesias e tem outro pronto aguardando recursos. Ela integra a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores (Renajoc) e o Coletivo Villa. “Gostei muito da palestra porque colocou o foco no aluno e, às vezes, a escola não funciona para o aluno”, completou.

O encontro dos professores reuniu mais de cem profissionais e foi organizado por Paulo Afonso, diretor da Escola Estadual Adalgisa da Paula Duque.