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Margarida participa do VI Encontro de mulheres metalúrgicas de BH

A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) participou neste sábado (24) do VI Encontro de mulheres metalúrgicas de BH, que teve o tema: “Resgatando a História e Planejando o Futuro”, relembrando os 50 anos da greve dos metalúrgicos de 1968, a primeira durante o regime militar.

“A luta do povo não pode ser silenciada. É a principal para mudar a sociedade. O lugar das mulheres na luta política é central. As mulheres são as primeiras vítimas do golpe. Por isso, precisamos tomar o microfone. Assumir nosso lugar na luta. As mulheres assumem um lugar central porque lutam a vida inteira. Na família também. Os homens devem assumir responsabilidades pela casa. Isso sim é ser companheiro para que as mulheres possam estar aonde elas quiserem. Uma sociedade igualitária é uma sociedade onde as mulheres não sofram violência. Nós temos uma grande luta a travar. Como mulheres brasileiras. É uma luta que não vamos perder. As mulheres na luta derrotam o golpe”, afirmou a deputada durante a sua fala às mulheres presentes.

Efigênia de Oliveira, que ajudou a organizar a greve de 68, e sua irmã Conceição Imaculada, secretária geral do sindicato dos metalúrgicos em 1968, relataram as dificuldades e os desafios daquele período, chamando a atenção para o importante papel das mulheres no cenário atual.

“Para consolidar a democracia brasileira, nós precisamos da participação efetiva das mulheres em todos os espaços de poder, porque não se pode consolidar nenhuma democracia sem a participação da maioria. É o que pressupõe o princípio básico da democracia”, disse Efigênia.

 

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Ela também lembrou os avanços obtidos pelas mulheres em vários seguimentos da sociedade, mas chamou a atenção para um importante espaço, no qual se avançou muito pouco, o espaço doméstico. “A família ainda é hoje responsabilidade única das mulheres”.
Conceição também lembrou que o estopim da greve de 68 foi a retirada de direitos da classe trabalhadora, muito semelhante ao que tem acontecido atualmente, após o golpe contra a presidenta Dilma, e disse: “As companheiras têm que ficar atentas no processo eleitoral deste ano, escolhendo e ajudando a eleger candidato comprometido com a defesa da classe trabalhadora. Nós temos a capacidade de transformar, pois somos maioria e estamos presentes em todos os espaços”.

A deputada estadual Marília Campos ressaltou o importante papel das mulheres nas mobilização e manifestações atualmente. “Quem liderou nas ruas a luta contra a reforma da previdência no dia 8 de março foram as mulheres. Em qualquer assembleia, em qualquer passeata as mulheres estão sendo maioria. É necessário fazer o acerto de contas com o passado. Tem muito novo que significa retrocesso. A mulher é criada para ficar em casa e o homem ocupar o espaço público. Nós precisamos mudar isso”.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem e região possui mais de 7 mil associados, sendo que 30% é formado por  mulheres.

Com informações do Sindimet