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Margarida pede investigação sobre vazamento de informações em benefício da família Bolsonaro

Para a deputada Margarida Salomão, há forte indício de que a família Bolsonaro soube com antecedência da Operação Furna da Onça, exonerando assessores antes de serem feitas prisões

A deputada federal Margarida Salomão, juntamente a outros parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT), ingressou nesta terça-feira (11) com representações no Conselho Nacional do Ministério Público e na Corregedoria da Polícia Federal para que sejam abertas imediatamente investigações sobre vazamento de informações antes da deflagração da Operação Furna da Onça, no Rio de Janeiro.

Os parlamentares destacam que um possível vazamento de informação permitiu que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, não fosse preso durante a operação, deflagrada no dia 8 de novembro. Durante a Furna da Onça, foram presos 10 deputados estaduais e várias outras pessoas acusadas de envolvimento em um grande esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos, relacionado à terceirização de mão de obra no governo do estado do Rio de Janeiro.

As representações estão respaldadas nos últimos acontecimentos divulgados pela mídia sobre movimentações financeiras suspeitas, realizadas por funcionários do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), eleito para o Senado Federal. Na primeira denúncia, no dia 06 de dezembro, o jornal o Estado de São Paulo trouxe à tona a informação de que o assessor do deputado estadual teria movimentado, no período de um ano (entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017), recursos da ordem de R$ 1,2 milhão, rendimentos incompatíveis com o seu vínculo funcional estadual (policial militar) e com a assessoria prestada ao parlamentar – na função de motorista.

Além da enorme quantia que transitou pela conta do assessor, houve também movimentações em espécie, na ordem de R$ 300 mil, bem como saques feitos diretamente na agência, entre os quais um no valor de R$ 159 mil. A matéria ainda trouxe a informação de que uma das beneficiárias dos recursos movimentados pelo assessor de Flávio Bolsonaro seria Michele Bolsonaro, esposa do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Tais a movimentações financeiras acabaram identificadas e considerada atípicas e incompatíveis pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras – Coaf.

Fabrício Queiroz pediu demissão do gabinete do deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro no dia 15 de outubro deste ano. Estranhamente, sua filha Nathália Queiróz, lotada no gabinete de Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados, solicitou exoneração na mesma data.

No dia 16 de outubro, o Ministério Público Federal solicitou ao juiz do caso, Marcelo Bretas, a deflagração da operação e a autorização para as prisões e os mandados de busca e apreensão. A Justiça autorizou a ação no dia 25 de outubro. Por causa do período eleitoral, que proíbe prisões, ela foi realizada apenas no dia 8 de novembro.

Segundo a deputada federal Margarida Salomão, essa movimentação representa um forte indício de que a família Bolsonaro soube com antecedência que as investigações poderiam alcançar seus assessores e, diante de informações privilegiadas, adotou providências para se blindar das medidas policiais e judiciais desencadeadas. Assim, promoveu com antecedência as exonerações dos assessores.

Foi encaminhado também um requerimento para a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a adoção de providências legais para a abertura de investigação criminal e/ou de improbidade administrativa, visando a apuração de responsabilidades e as ações penais e administrativas cabíveis.

Além da parlamentar Margarida Salomão, assinam o documento os deputados Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara; Arlindo Chignalia, Carlos Zarattini, Dionilso Marcon, Helder Salomão, Henrique Fontana, João Daniel, Jorge Solla, Paulo Teixeira, Paulão, Waldenor Pereira, Ságuas Moraes e Wadih Damous.