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Margarida Salomão condena ato racista em semana da Consciência Negra

A deputada federal Margarida Salomão destacou a importância do Dia da Consciência Negra (20), como data do calendário nacional que evidencia as desigualdades raciais e o racismo como elemento estrutural da sociedade brasileira, e permite a reflexão sobre o assunto. A parlamentar também condenou atitude racista de deputado durante a semana.

“É uma data fundamental, um dia de luta, uma vez que o racismo prossegue de forma assustadora. Essa é uma característica marcante da sociedade brasileira, uma dimensão estruturante da compreensão social do Brasil”, lamentou a parlamentar.

Na avaliação de Margarida Salomão, a abolição da escravatura de seu de forma incompleta no país. “O Brasil foi o último pais das Américas a acabar com a escravidão, e acabar de forma insatisfatória. Uma abolição não concluída, o que se percebe quando observamos que as populações negras são as que estão nas posições mais desvantajosas em todos índices de bem-estar social”, destacou a deputada, lembrando dados recentes do IBGE, como o que indica que uma mulher negra recebe menos da metade do salário de um homem branco.

Margarida Salomão discursa em Plenário no Dia da Consciência Negra

A parlamentar também fez questão de destacar os avanços no sentido da redução das desigualdades. “Com satisfação registramos que, pela primeira vez na história do Brasil, mais de metade dos estudantes universitários são negras e negros. Como a educação é o fator que mais determina uma evolução de renda, essa é uma excelente notícia”, afirmou a deputada, celebrando as políticas de expansão do ensino superior nos governos Lula e Dilma que permitiram a transformação do ambiente acadêmico. Enquanto reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Margarida Salomão também implementou a política de cotas raciais antes que a medida fosse instituída em lei.

Margarida Salomão encontra estudantes mineiros e deputada Benedita na Câmara

A deputada Margarida Salomão condenou as atitudes racistas registradas em plena Semana da Consciência Negra, e no Congresso Nacional, espaço central para o exercício da democracia e expressão da diversidade. O deputado Coronel Tadeu, eleito pelo mesmo partido de Bolsonaro, destruiu cartaz que tratava da violência policial contra os negros, afixado em exposição da Câmara dos Deputados sobre o tema.

“O deputado arrancou de forma violenta peça da exposição por entender que era um ultraje à Polícia Militar. Ele não entende que tenha sido racista. Acha que é mera coincidência o fato de q maioria das pessoas sacrificadas nesses confrontos com a polícia seja de jovens negros. Não é uma circunstância, a história explica”, esclareceu Salomão.

A atitude do deputado Tadeu provocou reações, e parlamentares se uniram em protesto para recolocar a obra retirada da exposição.

Deputados protestam contra atitude racista na Câmara

De acordo com a congressista, o racismo é um crime contra a humanidade, pelo qual a sociedade e o Estado brasileiro precisam responder. “A PM em grande parte tem negros em seus quadros. Então estamos também denunciando um Estado, uma polícia que faz com que homens negros matem outros homens negros. Se não compreendermos isso, não vamos conseguir avançar um passo”, concluiu.

Brasília- DF. 20-11-2019- Manifestação para colocação dos cartazes quebrados pelo deputado coronel Tadeu. Foto Lula Marques

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