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Margarida Salomão convoca à luta pela educação, democracia e contra a agenda obscurantista

“A matriz tradicional da educação brasileira não é só elitista, ela é segregacionista, excludente, colonizada e antipopular”, enfatizou a deputada federal Margarida Salomão, na abertura do seminário Educação, Desenvolvimento e Soberania Popular, realizado pelo Partido dos Trabalhadores nesta terça-feira (09), em Brasília.

Professora e pós-doutora em Linguística, a deputada lembrou momentos emblemáticos em que um viés conservador predominou ante a educação brasileira: o ensino obrigatório da língua portuguesa aos índios, proibindo a prática da língua nativa, em 1757; o impedimento do voto dos analfabetos em 1950, que excluiu metade da população brasileira do processo eleitoral; e a construção tardia das universidades, nos anos 1930.

 

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A recente reforma do ensino médio caminharia na mesma direção, diz a deputada, que defende a revogação desta e das demais reformas antipopulares de Temer (do teto dos gastos, da terceirização, trabalhista, além de outras medidas aprovadas). Para Margarida, a luta pela educação e democracia deve ser inspirada no legado freiriano. “A maior perversidade do neoliberalismo é o sequestro da esperança coletiva. A vacina contra isso é a pedagogia do oprimido que dá direito à expressão da multidão”, ressalta.

Durante a fala, Margarida também fez uma análise sobre a conjuntura educacional com o golpe, informando os cortes previstos para a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018, além do ensino superior: 94% na educação infantil, 61% na educação básica, 81% na educação de jovens e adultos e 70% da educação tecnológica.

“O golpe opera no plano orçamentário da gestão da educação pública, mas também no estímulo claro a uma agenda conservadora e obscurantista: da escola sem partido, sem gênero e sem raça, sem diversidade cultural e sem liberdade, sem história e sem contexto, mas uma escola com religião. Isso é uma ofensiva coordenada do atraso social e político”, declara.

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Para Margarida, neoliberalismo e conservadorismo andam juntos. “De um lado, o programa neoliberal rebaixa direitos em mercadorias e promove uma concepção educacional baseada no individualismo meritocrático. E, de outro, há a incorporação da matriz trágica da educação brasileira, que é segregacionista, patriarcal, machista, homofóbica e racista”.