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“O senhor peca na análise longitudinal dos dados”, aponta Margarida Salomão ao ministro da Educação

“A sua fala é muito focada na relação custo-benefício. Não apenas no quanto se gasta, mas como se gasta. E aí eu acho que o senhor peca na análise longitudinal dos dados”, destacou a deputada federal Margarida Salomão, durante audiência com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, realizada nesta quarta-feira (22), na comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

A parlamentar questionou as comparações do ministro com outros países lembrando que o ingresso de todas as crianças na escola só aconteceu no Brasil nos anos 1990. Margarida também apontou que o ministro desconsidera, na abordagem do gráfico que ele mesmo apresenta, a evolução positiva dos dados com o decorrer dos anos. “Com relação à educação média, o que nós tivemos de avanço quantitativo nos últimos anos são números espetaculares: foi mais que dobrado. Não estamos desprezando a educação média, absolutamente, nem a educação tecnológica que tem excelentes resultados no PISA”, ressaltou citando o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes que o ministro mencionou em sua fala como parâmetro.

A ex-reitora e coordenadora da Frente Parlamentar pela valorização das Universidades Federais cobrou uma reunião com o ministro e foi enfática na defesa do Ensino Superior. “Com tantos problemas que temos no sistema público, qual é o motivo de mexer nas universidades federais? Para que mexer nos institutos federais? Isso funciona bem demais. Por isso que o povo está na rua: para fazer essa defesa. Se olharmos os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Brasil é um dos países que menos gasta e obtém resultados consideráveis”, pontuou.

Plano Nacional da Educação (PNE) e Emenda Constitucional 95

A deputada reconheceu que, apesar da evolução, a educação brasileira não apresenta resultados satisfatórios. “Nós precisamos continuar a evoluir. Para isso é necessário cumprir o PNE, o que está completamente inviabilizado pela Emenda Constitucional 95. Esse é o grande problema real. Se nós nos ativermos ao PNE, que foi votado por unanimidade nesta Casa, nós temos um plano de voo”, reforçou a parlamentar.

Margarida ainda ratificou em sua fala a necessidade de eliminar a falsa dicotomia entre investimento em educação infantil ou básica e investimento em educação superior.

Desfecho tumultuado

A audiência encerrou-se de forma tumultuada após os representantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e União Nacional dos Estudantes (UNE) tentarem exercer o direito de fala. Os parlamentares da base governista, que se recusavam a ouvir as entidades, iniciaram as agressões verbais à deputada Professora.