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Margarida Salomão debate na UnB sobre mídia e política

A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG)  participou nessa quinta-feira (28) do Dia de Paralização Contra o Golpe na Universidade de Brasília (UnB) em um seminário na Faculdade de Comunicação (FAC). Os professores José Salomão David Amorim, Márcia Marques , Luiz Martino e Luiz Martins da Silva todos da FAC compuseram a mesa de debates, além da presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral.

Os estudantes presentes puderam participar do debate fazendo perguntas. A situação da mídia no Brasil, o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, a ascensão conservadora na política e as votações na Câmara foram alguns dos assuntos abordados no auditório Pompeu de Souza. Margarida Salomão lamentou o fato de que só nos últimos anos pessoas das camadas mais pobres puderam ter acesso à universidade. “Sabem qual é o maior desperdício do Brasil? É de gente. Não é desperdício econômico, de energia, de bens de consumo. É de gente que só agora chegou na universidade. Quantas pessoas poderiam ter feito a diferença anos atrás? É o povo que pode financiar com que um filho seu fique três, quatro anos estudando para um concurso até passar? Os filhos do povo ainda não chegaram na magistratura, agora que eles entraram na universidade. Essa mudança estava acontecendo com muita velocidade, agora ela está por ser abortada”, analisou.

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A parlamentar não deixou de comentar o que se passou na última quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados. “Ontem eu saí da Câmara a 1h30. Criaram uma Comissão da Mulher, o que já é uma absurdo porque guetifica a questão da mulher e o direito da mulher através da saúde, do trabalho, da economia e da educação. E quem era o relator? Um pastor, homem, que colocou para votação nessa pauta os direitos do nascituro, uma questão antifeminista clássica. Resistimos e expulsamos o Cunha, ocupamos a mesa e as tribunas de modo que ninguém pôde falar. Ele articulou uma nova votação e mesmo com toda a luta, fomos derrotadas.”, concluiu.

 

Quando perguntada sobre se havia incoerência entre o apoio ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor em 1992 e a defesa do mandato de Dilma Rousseff, Margarida Salomão explicou que o impeachment não é um remédio para governo impopular, mas sim para um governo que cometeu crime de responsabilidade. “No caso do Collor imputou-se a ele uma transgressão de natureza criminal. Ele teria recebido recursos de campanha dos quais ele usou uma parte para comprar um carro. Há uma transgressão caracterizada e isso justificava o impedimento dele. Como a Dilma é uma mulher honesta, não aparece em nenhuma lista ou delação que tem sido divulgada estão usando o instituto do impeachment para destituir a presidenta da República, e isso é um golpe”, afirmou a deputada.

 

A interação entre os debatedores e os estudantes marcou o final do seminário. Alunos dos mais diversos semestres do curso de comunicação puderam perguntar, e inclusive comentar algumas respostas. A Universidade de Brasília está mobilizada contra o golpe em marcha.