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Margarida Salomão defende eleições mais baratas e democráticas

35749419671_37698e5529_k-850x491A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) disse, nesta quinta-feira (24), que a proposta de reforma política que está em análise no plenário da Câmara dos Deputados não cumpre o seu papel. “Uma reforma política deveria democratizar o processo político, as eleições, fazer com que possamos eleger políticos negros, negras, lideranças populares, mulheres, jovens, ou seja, ter uma Câmara mais parecida com a sociedade brasileira. Porém, isso não vai acontecer”, afirma a parlamentar.

Na noite de ontem, quarta-feira (23), a primeira proposta da Reforma Política progrediu no Plenário da Câmara. Porém, os pontos considerados mais importantes – criação de um fundo público para financiar as campanhas eleitorais e a mudança na forma de eleger deputados – foram adiados mais uma vez.

“Na votação desta quarta, a medida que estabelecia mandatos para os tribunais superiores, a que existe em todas as democracias consolidadas, foi derrotada com a alegação de que isso não faz parte da reforma política, ou seja: na cabeça dos deputados só faz parte da reforma política aquilo que diz respeito a sua eleição”, explica Margarida Salomão.

Distritão

Na próxima semana acontecerá uma das votações que mais causam polêmica entre os deputados, o distritão, modelo que transforma a eleição numa disputa majoritária. Hoje o distritão só é adotado em quatro países: Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Ilhas Pitcairn.

“Temos que combater de todas as formas o distritão. Ele é errado, atrasado e totalmente contra a natureza da representação política”, afirma a parlamentar. “Esse sistema vai destruir os partidos e impedir a renovação. Aqueles que já têm projeção pública, que já têm mandato, partem na frente das novas lideranças”, acrescenta.

Fundo público

Além disso, outro grande debate que estará em pauta na próxima semana é a criação de um fundo público para o financiamento de campanhas eleitorais. O Partido dos Trabalhadores tem uma posição histórica favorável ao financiamento público de campanha, “é a melhor posição para quem quer democratizar as eleições. Caso contrário, só os ricos e aqueles que são financiados por empresas irão participar das eleições. E o Congresso só irá funcionar para atender aos seus patrocinadores”, explica Margarida Salomão.

A deputada ressalta que para fazer uma verdadeira reforma política é preciso uma constituinte exclusiva que impeça os seus componentes de disputar eleição para deputados. “Porque senão ficaremos nesse jogo de deputados que votam naquilo que os interessa mais. Naquilo que é melhor para eles continuarem deputados. Ser deputado não é profissão. É tarefa. Mas, infelizmente, essa não é concepção da maioria dos que hoje continuam a Câmara”, finaliza.