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Margarida Salomão reforça a luta pela saúde das mulheres em audiência pública sobre violência obstétrica em BH

A deputada federal Margarida Salomão participou na manhã desta segunda-feira (20) da audiência pública  sobre violência obstétrica e direitos reprodutivos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, proposta pela deputada estadual Marília Campos (PT). “Os dados são alarmantes. Um em cada quatro mulheres relatam que sofreram violência no momento do parto. Muitas mulheres sofrem, durante o processo, privação de anestésicos para diminuir a sua dor, injúrias, insultos. É necessário debater e investigar essas situações e não tentar apagar essa realidade, como parece querer fazer o Governo federal. A violência obstétrica passa também pelo machismo da sociedade. É um momento de muitas lutas, mas essa é uma luta prioritária”, destacou a parlamentar.

A presidenta da comissão e autora do requerimento para a reunião, deputada Marília Campos (PT), argumenta que a discussão é urgente, como reação à nova diretriz do Ministério da Saúde que, no início de maio, decidiu abolir o termo “violência obstétrica” em suas normas. Para a deputada estadual, trata-se de “um retrocesso claro nas políticas públicas em defesa da mulher”. “Nós não vamos aceitar o descaso e o sarcasmo com os quais o governo Bolsonaro trata as mulheres. Pelo contrário, vamos nos unir, mobilizar e reagir”, afirma Marília Campos, salientando que a violência é real e só pode ser combatida se for nominada.

 

Margarida Salomão (deputada federal),
Marília Campos (deputada estadual PT/MG)

Margarida tem histórico de luta pelo parto humanizado

Margarida Salomão foi reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora entre 1998 e 2006. No período, inaugurou em dezembro de 2001 a terceira Casa de Parto do Brasil, em convênio com o Ministério da Saúde, dedicada exclusivamente à prática do parto normal. Aproximadamente mil gestantes deram à luz no local, com absoluta segurança e de forma humanizada. Como deputada, ela já indicou cerca de R$ 450 mil em emendas para o Hospital Sofia Feldman e destina neste ano meio milhão de reais em emendas para o Hospital Risoleta Tolentino Neves, ambos referências em parto humanizado em Minas Gerais.

O que é a violência obstétrica? 

A violência obstétrica é definida como aquela cometida contra gestantes em qualquer fase da gravidez, inclusive no pós-parto ou na ocorrência de aborto. Ela pode ser física, como nos casos de procedimentos desnecessários, ou psicológica, por meio de algum comentário constrangedor, por exemplo.

Segundo a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc, uma em cada quatro mulheres no Brasil sofreu algum tipo de violência obstétrica. Muitas sequer percebem que foram vítimas diante da naturalização desse tipo de violência. Em despacho publicado no último dia 3, no entanto, o Ministério da Saúde avalia que o termo violência obstétrica é inadequado porque os profissionais de saúde não teriam a intenção de causar dano. Por isso, o órgão recomenda abolir o uso do termo.