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Ex-ministro da Educação critica a atual gestão do MEC

“A universidade foi sempre considerada inviolável, desde os tempos dos reis”, falou o professor e ex-ministro da Educação Murílio Hingel, ao receber a medalha Mérito Educacional Andifes, na manhã desta quarta-feira (13) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele recordou sua trajetória como gestor em educação desde os tempos da ditadura e criticou a atual situação. “Nem durante os governos militares houve ocorrências como as que estão acontecendo agora, com esse tratamento indigno negando a inviolabilidade da universidade desde suas origens”, destacou.

Para o ex-ministro, a crise institucional no país tem consequências trágicas. “Que sociedade é essa em que algumas pessoas buscam a rede social para quase aplaudir um assassinato?”, lamenta lembrando da execução da vereadora Marielle Franco, mulher, negra, jovem, mãe, da periferia, que rompeu muitas barreiras para fazer o seu curso de sociologia na PUC-Rio e mestrado em Administração Pública na UFF.

A ex-reitora da UFJF e presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas, deputada federal Margarida Salomão, foi aluna do professor Murílio Hingel no Ensino Médio em escola pública de Juiz de Fora. “No terceiro ano, em plena ditadura, quando nos falava da Primavera dos Povos em 1848 na Europa, ele leu conosco nada menos que o Manifesto Comunista. Não é que o professor Murílio fosse comunista, nunca foi, mas era sua tarefa fazer-nos conhecer um clássico do pensamento humano. Eu me pergunto: nestes tempos de Escola Sem Partido, como isso seria interpretado?”, conta a parlamentar que ainda questiona as mudanças na educação que estão sendo propostas recentemente. “Nesse momento em que, tristemente, se discute no Conselho Nacional da Educação a possibilidade de ministrar não presencialmente 40% da carga horária do Ensino Médio, penso o quanto pode ser perdido. O valor do exemplo na educação tem um extraordinário potencial. Nós aprendemos com nossos professores, como aprendi com o professor Murílio. Dispensar a dimensão do convívio na formação da inteligência e do caráter é, sem sombra de dúvidas, uma perda inestimável”, declarou.

Andifes defende autonomia universitária

A homenagem fez parte do seminário sobre autonomia universitária realizado pela Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) que aconteceu nesta quarta (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Abriram o debate os reitores e ex-reitores Ângela Maria Paiva Cruz (UFRN), Clélio Campolina Diniz (UFMG), Roberto Leher (UFRJ) e Wrana Maria Panizzi (UFRGS), além do presidente da entidade, o reitor Emmanuel Tourinho (UFPA). A discussão focou na defesa da Universidade como lugar de liberdade, do pensamento crítico, sem confundir com independência ou desvinculação a um projeto de estado que deve ser construído democraticamente. O evento reuniu o Conselho Pleno da entidade, reitores, ex-reitores e a deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), ex-reitora e presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais.

Trajetória do professor Murílio Hingel

Murílio Hingel é formado em Letras pela antiga Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (FAFILE/UFJF), da qual foi diretor. Criou e foi o primeiro diretor da Faculdade de Educação da mesma universidade. Esteve à frente do MEC e da Superintedência de Educação em Minas, nos governos de Itamar Franco.
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