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Sobre a situação de Barbacena

Senhor Presidente, senhoras deputadas, senhores deputados,

Já há alguns anos, nós, parlamentares do PT de Minas Gerais, temos denunciado o quanto “não se respira liberdade” em nosso estado. Isso se deve por uma série de práticas, iniciadas durante o governo tucado de Aécio Neves, que diminuem o poder de fiscalização da oposição e silenciam os setores críticos, em particular a mídia.

Infelizmente, vemos que esta mesma lógica se reproduz também nos municípios governados por este mesmo grupo político. Hoje me utilizo desta tribuna para dar visibilidade ao que se passa em Barbacena, cidade de mais de cento e vinte mil habitantes, nas Vertentes Mineiras.

O governo instalado no início do ano tem adotado uma série de práticas extremamente danosas à população, mas que não tem ganhado visibilidade para além dos limites do município. Vício rotineiro tucano, o prefeito, Toninho Andrada, tem governado a partir do uso abusivo de lei delegadas, simplesmente ignorando a existência de um parlamento democraticamente eleito pelo povo. Por meio deste expediente, ele tem praticado mudanças em diversos conselhos, às custas da sociedade e da democracia. Este recurso tem permitido ainda instalar a versão local do clamado “choque de gestão”, o qual, em Barbacena, elevou o gasto com cargos comissionados de quatrocentos mil reais para mais de um milhão de reais.

Esta difícil realidade também se aplica às políticas sociais. Toninho Andrada fechou quatro escolas, duas delas rurais. Os cerca de 700 estudantes afetados têm hoje que caminhar até sete quilômetros para chegar à condução que os levará à cidade de Antônio Carlos, onde efetivarão seus estudos. Isso faz com que alguns alunos tenham que deixar suas casas às dez da manhã para retornar apenas às oito da noite. O prefeito ainda ameaça acabar com a Farmácia Popular local, e praticamente interrompeu as atividades da Policlínica Maternidade, em funcionamento há mais de 70 anos.

Senhor Presidente, com este pronunciamento espero ter dado voz aos milhares de barbacenenses que hoje encontram-se inconformados com esta situação. Deste modo, esperamos que o atual governo interrompa com este tipo de prática, e que este expediente não seja mais aplicado em qualquer outra cidade, de Minas ou do Brasil.