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“Propor o fim das bolsas de iniciação científica é decepar nosso futuro”, afirma Margarida Salomão

A deputada federal Margarida Salomão presidiu audiência pública, nesta quarta-feira (28), que discutiu a situação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Brasil. “O CNPq é propulsor da Ciência e Tecnologia no país que devem ser tratadas como políticas de Estado. Não podem estar sujeitas aos soluços de governos, especialmente dos mais ineptos, como o atual. Todos os países em crise, que aumentaram seus investimentos nesses setores, tiveram uma melhoria na economia. Ameaçar o fechamento do CNPq é colocar nossa soberania em risco. Propor o fim das bolsas de iniciação científica é decepar nosso futuro”, destacou.

O presidente CNPq João Luiz Filgueiras de Azevedo apresentou o cenário catastrófico da instituição. Segundo ele, faltam cerca de R$ 330 milhões para que o pagamento das mais de 80 mil bolsas seja garantido até o fim de 2019.  “O déficit que nós temos no CNPq está relacionado com a LOA 2019, ou seja, para mudar essa situação nós precisamos que o Congresso vote uma Lei de Crédito Suplementar. Houve contingenciamento, mas não foi no pagamento de bolsas. Quando pagarmos as bolsas de agosto, vai sobrar em nossa rubrica de bolsas aproximadamente R$ 1 milhão. O nosso gasto mensal aproximado, só para este fim, é de R$ 82,5 milhões”, afirmou.

De acordo com o Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, a comunidade acadêmica não vai aceitar a possível extinção do CNPq, informação que circulou nos corredores de Brasília. “Se cortarmos os recursos do CNPq, vamos matar a Ciência Brasileira”.

Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências, destacou a importância das bolsas do CNPq de iniciação científica para estudantes dos ensinos fundamental e médio. “Esses jovens vão ter contato com o método científico. Vão ser estimulados a se apaixonar pelo conhecimento. É uma bolsa de R$ 100 que está sendo cortada. É ridículo”.

Davidovich também apresentou estudos que comprovam que a cada 1% de aumento nos investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação, há quase dez vezes o valor em retorno no orçamento. “A política econômica desse país deve envolver visão de futuro, pensamentos, sonhos. Não é só uma planilha. Quais são os sonhos desse país? Nós viveremos só de vender commodities ou vamos conseguir vender remédios mais baratos para a população brasileira?  Nesse momento de crise, o parlamento pode salvar a Ciência brasileira”.

O Secretário-executivo do Ministério da Economia Marcelo Pacheco dos Guaranys foi convidado para audiência pública, mas não compareceu.

Governo promete, mas não garante origem de recursos

O Secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Francisco Semeghini Neto reconheceu o problema e afirmou que o Governo não quer cortar bolsas, mas não garantiu a aplicação dos recursos. “Estamos na mesma luta. Vamos cumprir o pagamento das bolsas. Chegou a hora de saber da onde virão os recursos”.