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Reforma política: “Muda-se tudo para manter tudo do jeito que está”  

A implementação do distritão na proposta de reforma política é uma maneira de se manter o status quo da política: com homens velhos, brancos e milionários atuando exclusivamente em defesa de seus próprios interesses no Congresso. “O maldoso proposito deles é fingir. Como dizia Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo, ‘muda-se tudo para se manter tudo como está. Nesse caso também pode ser aplicada a ‘lei de Murphy’ – tudo o que pode dar errado, dará. Essa geração de políticos quer continuar fazendo maldades, tirando pensões das viúvas, acabando com a nossa aposentadoria”, destacou a deputada Margarida Salomão (PT-MG) durante entrevista ao vivo para o Portal Mídia Ninja.

Durante hangout com seguidores da página do portal no Facebook, a parlamentar rechaçou a implementação dessa reforma política porque ela seria uma maneira de aprofundar as desigualdades de representação no Parlamento.   “A reforma era para reduzir os custos, mas por causa dos conservadores não vai acontecer. A representação feminina tende a cair para menos de 10% de mulheres – que é a quantidade atual no Parlamento. Sendo que, desses 10%, metade da bancada feminina é de esposas e filhas. Hoje, temos até netos na Câmara. São as capitanias hereditárias. As mesmas pessoas defendendo os mesmos interesses”, finalizou.

Margarida lembrou que se o distritão tivesse sido aprovado antes das eleições de 2014 só 8% da atual composição da Câmara dos Deputados iria mudar. “Teríamos os mesmos prodigiosos deputados que tiraram a Dilma homenageando Jerusalém, os avós, a família. Deputados que tatuam o nome do Temer no ombro.  A reforma política foi aprovada na madrugada da semana passada, na hora que o povo estava dormindo. Não há conexão com a sociedade”.

Verdadeira reforma política

Para a deputada mineira, uma reforma política de verdade, com controle social e financiamento público (de baixo custo), só poderia ser feita com a convocação de uma assembleia Constituinte exclusiva para o tema.

“Essas ideias não poderiam ser votadas por quem tem interesse direito no tema. As pessoas que participassem dessa Constituinte não poderiam disputar eleição nas regras que elas mesmas fizeram. É uma coisa óbvia. É um crime isso, que lesa o interesse público. Hoje, nesse cenário e com esse Congresso, nós corremos o risco de perder os poucos direitos que temos.  Não se pode jogar a criança fora com a água do banho. Não acho que é destruindo os partidos que se fará a mudança. Teremos 513 partidos com a aprovação do distritão”, finalizou.