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Shows e brincadeiras marcam o lançamento do livro “A Encantadora de Borboleta”

A manhã do último sábado (03) foi de festa, brincadeiras e de muita solidariedade para as mais de quatrocentas pessoas que compareceram ao parque do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. Pais, mães e crianças participaram do lançamento do livro de literatura infantil “A Encantadora de Borboletas”, escrito pelo professor de filosofia Natan Luiz e por sua esposa, a psicóloga Anna Paula Gomes. A obra, ilustrada pelo cartunista Alberto Pinto, foi viabilizada com recursos de emenda parlamentar da Deputada Federal Margarida Salomão (PT-MG), que compareceu ao evento.

Nascido em Juiz de Fora, Natan mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro, onde frequentou o Seminário Filhos da Ressurreição e lá estudou até a 7ª série do ensino fundamental. De origem humilde, resolveu abandonar a vida de seminarista e voltar para a cidade. “Retornei pra Juiz de Fora porque percebi que não era a minha vocação ser padre. Só que eu perdi muitos anos da minha vida sem estudar e, por conta disso, comecei a trabalhar de servente de pedreiro”, conta Natan que, em seguida, disputou a vaga de porteiro no Colégio dos Jesuítas, porque queria trabalhar em uma instituição de ensino e conseguiu.

Lá, ele pediu ajuda à direção do colégio para estudar no projeto EJA (Educação de Jovens e Adultos), onde concluiu o ensino médio, dividindo seu tempo entre os livros e cadernos da sala de aula e as tarefas como porteiro e serviçal da escola. E não parou por aí. “Quando terminei, prestei vestibular para o CES e para a UFJF. Passei nos dois e escolhi a UFJF, onde estudei filosofia de 2003 a 2007, conciliando o trabalho de porteiro com a graduação. O que me ajudou muito foi que eu tinha ajuda com transporte, moradia e alimentação, oferecida através de bolsas da Universidade. Ainda em 2007, como bolsista, dava aula no Colégio João XXIII e recebia uma ajuda de custo de trezentos reais. Naquela época, quando me formei, a lei passou a exigir o curso de filosofia nas escolas. Foi então que o Jesuítas me fez o convite para dar aulas justamente no curso em que eu fui aluno”.

A Deputada Federal Margarida Salomão fez questão de prestigiar o evento e enalteceu a trajetória de vida e a iniciativa de Natan. “A vida do Natan é uma vida exemplar, de vitória nas dificuldades e numa perspectiva de educação. Esse amor que ele tem pelas crianças o leva a brincar com elas, escrever para elas, contar história. Parabéns ao Natan e espero que ele escreva muito mais”.

 

Uma mensagem para a vida

Atualmente, o professor de filosofia e escritor, que também é autor de “O Elefante Branco” é casado com a psicóloga Anna Paula Gomes, com quem divide a autoria do livro “A Encantadora de Borboletas”. A obra conta a história da menina negra Niquinha. Ela conhece a borboleta Belinha, que se sente frustrada por possuir um pequeno defeito em uma das asas. Juntas, as duas têm o desafio de se unirem para enfrentar as diferenças e, também, lutar contra a degradação da natureza e do meio ambiente. “A grande mensagem desse livro é que o cuidado a gente aprende com carinho, dentro de casa, com a família. A gente aprende e distribui o cuidado e assim, cuida da vida e, também, da natureza”, afirma Anna Paula.

A tiragem do livro é de mil exemplares, metade foi distribuída gratuitamente autografada pelos autores no dia do lançamento e o restante será oferecido a crianças de escolas públicas de Juiz de Fora. Também foram entregues cartilhas de conscientização ambiental e de cuidados com a dengue – tudo de forma gratuita. A aluna da Escola Estadual Maria Elba Braga, Maira Júlia de Morais, de 7 anos, compareceu ao evento e contou o que achou do dia no parque do Museu. “Achei muito legal o evento, porque fala da natureza, tem os livros, as músicas. A natureza é muito importante, faz bem pra gente respirar e sem ela a gente não vivia”.

Em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), também houve a doação de cerca de duzentas mudas de plantas ornamentais. Pai de duas meninas, Luiz André Morais aprovou a ideia.“É legal porque elas aprendem brincando, distraindo com a natureza. Estou até levando as mudinhas aqui que elas mesmas vão plantar”, afirma.

Quem também marcou presença no evento foi a trupe de palhaços Angu Doce, comandada pelos próprios autores, acompanhados pelo palhaço Coxinha que divertiram as crianças e promoveram uma campanha solidária durante o lançamento do livro. Cerca de 120 litros de leite foram arrecadados e serão doados para o ambulatório Nossa Senhora da Glória e para a Associação Parceria Juiz de Fora.

Emocionado, o ex-porteiro e agora professor e escritor falou sobre a importância da educação na formação das crianças e deixou o seu recado. “Já ouvi várias pessoas dizerem que nós somos os autores de nossa história e eu percebi que, pra sair da condição de servente de pedreiro, de serviçal, eu teria que estudar. A educação transformou minha vida e é por isso que eu faço questão de colocar nos meus livros que a gente só muda a situação se a gente estudar, se formar, adquirir conhecimento.É bacana conseguir passar nossa história através da literatura. Estou muito emocionado e gostaria de abraçar a Margarida. Tenho certeza que, se não fosse pela ajuda dela, não conseguiria realizar este sonho”, finalizou.