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“Uma comunicação monopolizada será usada pela direita”, diz Margarida Salomão em seminário sobre comunicação e democracia


A deputada Margarida Salomão (PT-MG) participou na última terça-feira (26) do seminário “Jornadas FAC de comunicação e democracia”, organizado pela Universidade de Brasília (UnB). Também compuseram a mesa o jornalista Luís Nassif e a representante do Intervozes Bia Barbosa. O evento , que aconteceu no mesmo dia que é comemorado os 51 anos da Rede Globo de Televisão, abordou como principal tema a necessidade de democratização das mídias.

Em sua fala, Margarida Salomão atentou para uma das causas da crise política em que vivemos. Para ela, a ameaça à institucionalidade democrática decorre, entre outros fatores, pelo fato do Brasil nunca ter feito a democratização das comunicações. “Houve momentos em que os governos do PT, especialmente o segundo mandato de Lula, desfrutaram de uma extraordinária popularidade. Tinha, portanto, capital político para ‘queimar’. É difícil explicar porque isso não aconteceu. Houve um erro estratégico de avaliação que retardou a mudança nas comunicações. Está claro hoje que esse era o pressuposto do funcionamento pleno de uma sociedade democrática no Brasil”, afirmou.


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Apesar da situação política atual e da posição que historicamente a mídia ocupa no Brasil, a parlamentar tem esperança em novos tempos. “Toda vez que temos uma comunicação monopolizada, ela será usada pela direita. Mas sempre que há uma mudança da tecnologia da informação, há um aumento na democratização da sociedade.” Entusiasta das chamadas novas mídias, Margarida Salomão afirmou que ninguém é capaz de mensurar o alcance das transformações na comunicação, pois elas ainda estão em curso. “Há uma mudança extraordinária que permite que, mesmo com a mídia oligopolizada, seja possível a criação de um contra discurso. Existem o Jornalistas Livres e a Mídia Ninja, desenvolvimentos recentes, mas esperançosos que escapam das formações convencionais; dos partidos e sindicatos”, explicou a deputada.

 

Margarida Salomão concluiu a sua fala explicitando o porque da importância de lutar por uma mídia plural. “Esta é uma luta duríssima, mas é uma luta que vale a pena. É uma luta de caráter civilizatório. Não há sociedade, com a mínima presunção de civilidade, que não seja democrática e, uma sociedade democrática é onde os meios de comunicação, de expressão e de interpretação sejam efetivamente de domínio público.

 

Bia Barbosa, representante do Intervozes, ressaltou que mesmo saindo às ruas pela democracia, manifestantes contrários ao impeachment de Dilma são tratados por grande parte da imprensa como defensores da corrupção. O jornalista Luís Nassif fez uma apresentação que levou aos estudantes uma reflexão em que a mídia transforma o adversário em um vampiro invencível que assombra as casas dos leitores e o único que pode defendê-los é a própria mídia.