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Valorização dos pesquisadores e universalização do ensino é debatido em comissão

Apesar do crescimento no incentivo à pesquisa e extensão no Brasil, ainda é preciso trabalhar mais em sua democratização e aumentar os investimentos. Essas foram as conclusões do debate ocorrido nesta terça-feira (11) na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O requerimento para a audiência foi feito pelas deputadas federais Margarida Salomão (PT-MG) e Alice Portugal (PCdoB – BA).

O objetivo principal do encontro era debater sobre os desafios encontrados pelos estudantes de pós-graduação e a importância da qualificação oferecida pelos cursos. Segundo Margarida Salomão, esse é o momento ideal para isso. “Todos nós sabemos da expansão e evolução da oferta de ensino superior no Brasil. Hoje em dia, todas as classes sociais podem ingressar em instituições de ensino superior e construir um futuro. O que precisamos, agora, é superar as desigualdades que ainda existem no campo da pesquisa e debater a democratização e valorização da ciência no país”, disse a parlamentar.

No debate, o Secretário Executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), Gustavo Balduino, afirmou que questões orçamentárias e de políticas públicas de educação merecem atenção de todos, mas a questão do valor democrático da sociedade precisa perpassar e ser o centro da discussão. Ele também ressaltou a importância de enxergar o Brasil como um país que teve êxito na evolução de seus programas de pós-graduação. “O Brasil de 15 anos para cá é outro, a pós-graduação dobrou de tamanho. O modelo que atendia a essa circunstância originalmente precisa ser revisto e aprimorado, sobretudo naquilo que trata sobre seu financiamento”, afirmou. “A qualidade da pós-graduação e sua diversidade está intrinsecamente interligada à universalização da educação básica. Se todo brasileiro tiver uma educação básica qualificada, certamente a pós-graduação terá uma diversidade bem maior”, acrescentou.

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Representando os pós-graduandos do Brasil, a Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz, agradeceu a audiência afirmando que essa é uma pauta muito importante para a ANPG. “Viemos procurar a abertura de um diálogo com Congresso Nacional para avançarmos em temas que já vem sendo discutidos há tempos. Temos como pauta principal a valorização da pesquisa e dos pesquisadores, e essa luta tem dois motes: o primeiro, por mais financiamento e o segundo, a luta por mais direito e melhores condições de pesquisas”, disse Tamara.

Além disso, ela ressaltou que o Brasil é um país com muitas potencialidades e possui abundância de recursos naturais e humanos. “Só esses dois motivos já são justificativas inquestionáveis para que a gente invista cada vez mais em educação e ciência e na luta por melhores condições de pesquisa e por mais direitos. Nós acreditamos que os pesquisadores são elementos fundamentais para o desenvolvimento acadêmico, científico, cultural e artístico do país”, destacou. “Hoje, 90% das pesquisas são realizadas com a participação dos pós-graduandos e essas pessoas não tem assegurados direitos nem estudantis nem trabalhistas. É nesse sentido que pretendemos avançar aqui, com o apoio das deputada Margarida e Alice, que compõem a Frente Parlamentar em Defesa da Ciência e da Pós-Graduação”, acrescentou.

Também participando do debate, a Conselheira da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Fernanda Sobral, pontuou que a pós-graduação é uma política de estado consolidada e falou da importância dos meios de avaliação para garantir a continuidade no processo. O Diretor de Programas e Bolsas no País (CAPES/MEC), Márcio de Castro Filho, apresentou os números da pós-graduação no Brasil. Em 2003, o número de matriculados em programas de pós-graduação eram cerca de 110 mil pessoas, em 2013, esse número aumentou para 218 mil. “Dificilmente veremos outros países com um crescimento tão expressivo como observado no caso do Brasil”, disse Castro Filho.

O debate foi mediado pela deputada Alice Portugal (PCdoB – BA).